Serra Da Canastra, MG – O paraíso é logo ali

Essa foi minha segunda visita ao parque nacional da Serra da Canastra e não poderia deixar de relatar quão incrível foi nossa viagem de apenas dois dias.

Nosso desejo era aproveitar o feriado e passar quatro dias nos deleitando com as belezas da serra, mas não seria possível devido o trabalho na segunda-feira (20/04/2015). Sendo assim tínhamos que decidir sobre o roteiro e os horários para aproveitar nosso precioso tempo. Como já conhecíamos alguns lugares do parque foi unânime a decisão: Parte alta da Cachoeira Casca d’Anta, Garagem de Pedra e Cachoeira do Fundão.
A extensão territorial da Serra da Canastra é de 200 mil hectares, no entanto boa parte dessas terras pertencem a fazendeiros que vez ou outra são convidados pelo IBAMA à venderem as propriedades. Há muitas opções de roteiros, vale a pena se programar e conhecer esse lugar maravilhoso.
Saímos de Uberlândia por volta das 04:50 e chegamos em São João Batista ás 09:45. O percurso feito foi de pouco mais de 300 km até a pousada da Serra, passamos pelas cidades Araxá e logo depois Tapira (uma pequenina cidade muito charmosa e agradável). São aproximadamente 40 km de estrada de chão da entrada do circuito Canastra (em Tapira) até São João Batista. Boa parte do terreno é acidentada e com buracos capazes de quebrar as rodas de um carro de passeio com facilidade e estragar a viagem bem na chegada. A velocidade máxima permitida é de 40 km/h, no entanto em boa parte do caminho não dá pra passar de 20 km/h. Rsrsrsr Quanto à sinalização achamos que deixou um pouco a desejar, pois haviam poucas placas de indicação. A dica é ter um mapa á mão e pedir informação sempre que cruzar com alguém na estrada.
As paisagens são exuberantes logo que se entra no circuito e o ar é perceptivelmente mais leve. A sensação de paz é inevitável, senti uma alegria imensa e meu coração se encheu de gratidão pela oportunidade de estar de volta naquele lugar maravilhoso.

As nuvens parecem dançar no céu azul.


Fomos direto para a pousada da Serra, a única do povoado, pra ver se havia um quarto disponível. O ideal é ligar antes e fazer reserva, mas como não conseguimos falar com os proprietários antecipadamente levamos os equipamentos necessários para acampar. Não é permitido acampar dentro do parque, mas dá para negociar com o proprietário e acampar no “quintal” da pousada. A diária na pousada custa R$ 90,00 por pessoa e inclui um espetacular café da manhã. Também oferecem almoço/jantar que custa entre R$ 20,00 e R$ 30,00, mas dá pra levar os ingredientes e preparar as refeições no local.

Pousada da Serra, singela e aconchegante.

Acomodação resolvida partimos rumo a parte alta da Cachoeira casca d’Anta.

Da entrada do parque até a parte alta da cachoeira são cerca de 20 km. Fomos até onde deu pra ir de carro e seguimos numa caminhada muito agradável de 3,5 km.

Rumo a parte alta da cachoeira Casca d’Anta.

Enquanto caminhávamos, ficamos completamente absortos pela energia do lugar. O vento soprava levemente, o céu estava bem mais azul e meu coração sorria feliz e deslumbrado diante de tanta beleza.

Aqui, “o céu é maior, tentei dizer”…

Fomos direto para o mirante, onde a visão é privilegiada. A subida é um pouco puxada, mas compensa chegar até o topo e contemplar a aquele lugar que parece ser mágico. Por haver pouquíssimos visitantes, tivemos a sensação que o lugar era apenas nosso e pudemos desfrutar de um período de muita paz e tranquilidade absoluta. Eu diria que um lugar assim é bem adequado para se pensar na vida, mas o fascínio que ele exerce sobre nós é tão grande que a única coisa que realmente se passa pela cabeça é: sou muito abençoada por estar neste lugar e ainda por cima na companhia de alguém tão querido e especial que compartilha dos mesmos sentimentos.

Vibrações positivas.

Uma boa companhia torna o passeio ainda mais agradável.

Do mirante seguimos para a primeira queda da Cachoeira Casca d’Anta lugar perfeito para quem gosta de mergulhar em águas geladas, relaxar deitado nas pedras e ouvir apenas o som da água caindo. É perfeição demais para um lugar!!!

O meu coração se enche de gratidão!

Depois de curtimos a energia boa daquele lugar, decidimos voltar e ver o pôr do sol na garagem de pedra. Andamos 3,5 km até o carro e seguimos para assistir literalmente de camarote o espetáculo do astro rei.

Paz, paz, paz…

É muito difícil encontrar palavras adequadas que traduzam os sentimentos que aquele lugar inspira. Reafirmo que a sensação de paz é tão grande que o coração transborda de alegria. Saímos de lá maravilhados e já pensando como seria o dia seguinte rumo à cachoeira do Fundão.

Dormimos pouco depois das 21:00 horas, pois queríamos acordar bem cedinho para aproveitar o tempo que nos restava ali, mas para quem está a fim de curtir um pouco mais tem um barzinho muito charmoso com música ao vivo e petiscos deliciosos (no ano passado fomos nesse bar). Lá também é um ótimo lugar para se fazer amizades e trocar ideia com outros trilheiros.

Eu estava tão ansiosa que acordei uma hora mais cedo e fiquei ouvindo os pássaros cantar. Nos aprontamos e fomos tomar um delicioso café da manhã tipicamente mineiro. Mas antes disso nos detemos para apreciar a bela vista do “quintalzinho” da pousada.

Dá pra ver e ouvir a cachoeira do “J” do quintal da pousada.

Café da manhã delicioso.

Como já conhecíamos o caminho, seguimos em frente ao encontro da tão linda cachoeira do fundão, mas a pousada também disponibiliza um mapa com os principais roteiros do parque.

O parque cobra uma taxa de visitação no valor de R$ 8,00 por pessoa, essa taxa é paga na portaria e é usada para manutenção das estradas, (eu fiquei me perguntando: que manutenção?)

Da portaria até a cachoeira estima se 20 km, conseguimos percorrer cerca de 14 km de carro e seguimos a pé os 6 km restante. Fizemos o percurso em uma hora e o ritmo da descida foi muito bom se considerarmos as condições da estrada.

Caminhadinha boa.

Na primeira vez que estivemos nessa cachoeira ela era administrada pelos proprietários da fazenda onde está localizada, mas tivemos a informação que o IBAMA comprou a propriedade há alguns meses e ainda não conseguiu fazer as manutenções necessárias para facilitar o acesso. A trilha que nos levaria até a cachoeira estava tomada pelo mato, mas não desistimos afinal somos trilheiros/gerreiros. Considero a trilha depois da fazenda de nível médio, mas é preciso muito cuidado para não torcer o pé ou escorregar nas pedras.

Quase lá…

Enfim chegamos ao nosso destino e fomos recompensados com uma visão exuberante da cachoeira do Fundão.

Cachoeira do Fundão, linda demais.

Aproveitamos cada segundo da nossa estadia naquele lugar magnífico. Impossível não se emocionar diante de tanta beleza e da exuberância da natureza. O barulho da água foi o único som audível durante o tempo que preferimos nos calar, curtir e mais uma vez agradecer a oportunidade de estar ali.

Felicidade aqui é mato!

Pode parecer exagero quando digo que esse lugar é incrivelmente lindo e que transmite uma paz indescritível, mas é a mais pura verdade. Eu gosto muito de me sentir livre e em paz. Ficar bem quietinha, sentir o vento tocar minha pele e bagunçar meu cabelo e permitir que meus olhos se deleitem com paisagens capazes de fazer meu coração dar pulinhos de alegria. A Serra da Canastra me proporciona tudo isso e um pouco mais… Vale muito a pena conhecer essa maravilha!!!

Good vibes!!!

Segue algumas dicas para quem deseja se aventurar na Canastra:

  • Faça reserva na pousada antecipadamente. Pousada da Serra – Mapelli ou Thaís (34 9108 6547 – Whatsapp  ou  34 9902 7832).
  • Tenha um GPS ou mapa. Isso facilita muito a viagem.
  • Opte por calçados da categoria adventure, são confortáveis e possuem solado antiderrapante.
  • As roupas devem cobrir o máximo possível do corpo. Isso vai proteger a pele do sol e também evitar do contato direto com o mato. (No caminho para a Casca d’Anta fiz um bronzeamento parcial nas pernas e ainda estou com a marca do short. Hahahaha)
  • Levar no mínimo dois litros de água por pessoa e alimentos nutritivos para almoço e lanche. Tipo: castanhas, barra de cereal, banana, pão integral, amendoins, torradas…
  • Usar filtro solar fator 50 sem moderação e reaplica lo a cada três horas.
  • As pessoas que não fazem atividades físicas regularmente devem se preparar previamente, pois há alguns percursos de nível difícil.
  • Levar saco ou bolsa impermeável para proteger os objetos eletrônicos, pois é quase certo que caia uma “chuvinha” durante as trilhas.

No mais, é abrir e coração e aproveitar o passeio!!!
Espero que tenham gostado do meu relato. Sintam se a vontade para deixar um comentário ou pergunta. Beijoooooos e até a próxima.

Lugar agradabilíssimo!

<3 <3 <3

Todas as fotos dessa publicação foram tiradas por mim e meu fiel escudeiro Hélder Rozan Antonio.

Apaixonado por viagens e aventuras, idealizador do projeto 360go.

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